TI: Sonho ou Pesadelo

Existe uma dica antiga para se dar noticias ruins que ensina que nós devemos buscar sempre um lado positivo para algo negativo, ou seja, para cada notícia ruim que voce tiver que dar, busque sempre uma boa para dar junto. A idéia é que uma neutralize a outra e o resultado seja bom. Digo-lhes isto pois sou porta-voz de uma noticia ruim. O uso da tecnologia nas empresas é bastante caro e pode lhes trazer, ao contrário de lucros, enormes prejuizos.
Voce pode estar pensando. Mas isto eu já sabia! Pois tentei várias vezes implantar sistemas e outros recursos tecnológicos em minha empresa e o resultado foi um retumbante fracasso. E é exatamente ai que entra a notícia boa. Se bem aplicados e gerenciados, todos os projetos de uso de tecnologia nas empresas resultarão em ganhos significativos para todas as partes interessadas. O que existe no fundo desta noticia ruim é, o uso sem critérios da tecnologia pode trazer e, na grande maioria das vezes traz, enormes prejuizos.
Pesquisas apontam que mais de 70% dos projetos de implantação de sistemas como o CRM (Customer Relationship Management) resultam em fracasso, que cerca de 80% dos projetos de implantação de sistemas corporativos não usam qualquer método ou ferramenta de acompanhamento e planejamento e que, no Brasil, 90% dos projetos de TI implantados acontecem sem qualquer processo de gestão de mudança a eles associados. Obviamente que o Projeto Apolo não foi bem sucedido pela força dos foguetes e sim pela imensa carga de planejamento e controles associados a cada uma das suas etapas. Milagres não acontecem, “para se andar sobre as águas é preciso saber onde estão as pedras”.
Nos últimos 10 anos, notadamente após o famoso “Bug do Milenio” e da não menos famosa “Bolha da Internet”, os gestores das empresas passaram a adotar os mesmos critérios de avaliação de riscos para os projetos de TI, antes apenas usados para avaliar os processos finalísticos das corporações. Indicadores financeiros, de processo e de qualidade foram adicionados aos “Score Cards” das áreas de TI e os gestores destas áreas, antes focados na tecnologia pura, passaram a ser formados com técnicas de gestão de processos, finanças, recursos humanos e mercado, e inseridos nos rumos da gestão estratégica de suas empresas. Ou seja, para acontecer, a TI deve mostrar que é real e que pode trazer resultados para cada centavo investido. Gestão de projetos, modelos de governança como COBIT e ITIL e modelos de monitoramento e gestão, como o BSC (Balanced Score Card), entraram no dia-a-dia da tecnologia para garantir os resultados e simplificar a interlocução entre a gestão de alto nível e o “pessoal da TI”.
Não dá para jogar dinheiro fora e por isto, antes de implementar qualquer projeto de TI, é preciso pensar em coisas como: Qual o escopo do projeto ? Quais impactos trará para os negócios? Quanto poderá ser gasto (sempre menos do que os benefícios auferidos por ele)? Em quanto tempo ele terá que acontecer? Será tocado por nosso pessoal ou por terceiros (trocar os ativos humanos por contratos de niveis de serviço)? Qual o custo de troca em relação ao modelo atual?. Contratar empresas que possuem experiência com contratos de serviços e com projetos exitosos de missão crítica é sempre uma boa pedida, mas muito cuidado com a “Sindrome das Grifes”, pois a relação custo x benefício da escolha das chamadas “Big” pode não ser muito interessante. Busque empresas do seu tamanho, que entendam as necessidades da sua empresa de forma clara e precisa e que tenham custos compatíveis com o seu orçamento.
Sem dúvida, a combinação de Processos + Métodos + Controles (indicadores) + Alinhamento Estratégico + Comprometimento das Partes (contratos de Niveis de Serviço), resultará em sucesso e excelentes resultados para a empresa e para os negócios.
Por: Adrianno Barcellos
Presidente da Lan Professional, uma das grandes distribuidoras e integradoras de soluções e serviços de TI, voz e energia para o mercado brasileiro.
Logar







